terça-feira, 30 de maio de 2017

O fundo do mar e eu

Algo que vinha notado, era minha superação até pouco tempos atrás. Eu vinha do fundo do mar... Consegui impulso, motivação e estava já alcançando a superfície, com uma âncora amarrada em minha perna, meu impulso e força de vontade eram maiores que isso. Até que avistei uma pessoa que ofereceu me ajudar, puxar a minha mão. Ela estava em uma lancha, um luxo! Mas eu não ligava pra isso, só queria sair dali, mesmo se fosse num velho caiaque. O importante era a logística, sair dali de uma forma que me poupasse, e de maneira mais fácil, não a mais bonita, mas sim mais eficaz! Essa pessoa teve a ombridade de chegar a pegar a minha mão, no que me puxou, e ao ver através das águas transparentes marítimas ela teve a gentileza de delicadamente jogar minha mão contra a água, me fazendo afundar novamente. Vendo a minha agonia, ela simplesmente pegou a sua "lancha" e foi embora como se nada tivesse acontecido. E eu? Ahhh, eu... Pensei que fosse o fim, que era melhor me afogar naquelas águas salgadas. Simplesmente estou tentando alcançar a superfície novamente, com menos oxigênio que anteriormente.

Moral da história: É o que eu já sabia, mas teimava em não colocar em prática... Nunca confie em alguém para lhe tirar de uma situação desconfortável. Só você e Deus podem te livrar dessa. Deus que eu ainda não tenho certeza se realmente está entre nós, enfim. Nunca se apoie em alguém, pois essa pessoa pode não suportar o seu peso e vir a desequilibrar, e depois disso não vai querer que apoie de novo. Muitas vezes a gente está bem, e com o coração bondoso acredita que certas interações vão ajudar mais ainda. Mas antes sozinho do que acompanhado de pessoas mesquinhas, fúteis, que mal aguentam solucionar os próprios problemas, quem dirá o de 2 pessoas? Deixando claro que não quis apoiar em alguém, mas foi me oferecida a ajuda, e simplesmente deu no que deu. Agora é tomar impulso novamente para sair do fundo do oceano.

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